sexta-feira, 28 de abril de 2017

Delírios de Uma Introspecção

Ela só observava.
Era tida como louca por muitos amigos.. enquanto via esses mesmos amigos fadados eternamente a fazer sempre as mesmas escolhas. 
Ela tinha algo de construir e desconstruir o seu próprio mundo,
observar os seus próprios incêndios e a resolução ao apagar o seu próprio fogo.



Ela observava..
Para ela, diferente de outrora, as pessoas não eram mais descartáveis,
porém ela já não buscava mais a perfeição. Não buscava mais agradar a todos..
mas, buscava ardentemente o auto conhecimento.
Conhecer seu próprio ritmo,
seu próprio corpo e seus próprios limites..

passou a construir a definição de onde está e onde quer chegar.
Portanto ela só observava.
Observa o quanto as relações humanas estavam artificiais, o quanto as pessoas estão distantes e se distanciando mais a cada vez.



Observava o florescer de um evento em que as pessoas estavam se tornando invisíveis, ninguém mais se olha nos olhos..
observava o quanto é comum pessoas não aceitarem bons argumentos,
somente para não ferir o próprio ego em admitir estar certa a opinião contrária a sua.

Observava que cada um quer ter a sua intimidade,
enquanto acha justo invadir a intimidade  de outros em nome da "moral e dos bons costumes".

Quantas pessoas que se colocam na situação de estarem fadadas fazer sempre as mesmas escolhas.



E ela observava livremente que ao seu redor transitavam várias pessoas acorrentadas pelas próprias escolhas, contudo cegas às amarras que as condicionavam a optar por tais escolhas.

Ela observava a preguiça generalizada e comum de formar opinião por conta própria,
tudo muito superficial.

Quem dita as regras?
Quem se vê no direito de ser dono do corpo e das decisões de outra pessoa esta se enganando ou tentando enganar alguém?
E em qual ponto a liberdade e o amor próprio de um começa a ferir a liberdade e o ego de outro.



Ela observava essas pessoas que se tornavam uma mercadoria de moda, costumes ou mídia..
essas pessoas teriam amor próprio, fazem para se enganar... ou por ser a forma que encontrou para se sentir mais importantes..

E se eu dissesse que ao final, nada disso tem sentido, Pois na natureza, tudo é energia que se transforma, e a sina do ser humano é morrer um dia, todos são substituíveis ou insignificantes para o universo.
Porém, nas conclusões das observações dela.. ninguém é substituível, ninguém é descartável.. ela consegue enxergar valor até nos erros... Pois os erros também os torna humanos. Ela começa a dar mais valor a si.. e ao próximo..

Que lindo é o processo de auto conhecimento,
E nesse processo ela aprendia um pouco mais da vida.

Ela só observava.



5 comentários:

  1. Recentemente, me deparei com algo parecido. Estava meio fadada a fazer as coisas conforme as pessoas queriam e quando eu fiz algo realmente pra mim, tive muitas críticas. Então, aprendi, que se nós estamos felizes, nada o que a sociedade, industria ou seja lá o que for, vai fazer diferença no seu bem estar! :)

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  2. Eu sou uma pessoa que nunca ligou para o que as pessoas iam falar, mas as vezes ficava triste com determinado comentario. Mas hoje eu definitivamente coloquei na minha cabeça, que sempre terá pessoas que vão falar, que sentem prazer, mas o que importa é nos sentirmos bem

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  3. Oi Thata! Que texto mais lindo e reflexivo. "Tudo muito superficial" é o que temos visto. Porém, se as pessoas continuarem refletindo e observando, ainda temos chance de nos reinventarmos e começarmos a ser o melhor de nós mesmos. Belo blog! Beijos. Lay.

    www.umtracoqualquer.com

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  4. Texto maravilhoso e reflexivo, adorei.

    Beijos
    http://pimentasdeacucar.blogspot.com.br

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  5. O texto está bem reflexivo e eu adorei! Eu já fui uma pessoa que fazia tudo o que queria e esperavam de mim, quando decidi mudar, fui criticada muitas vezes, mas, sinceramente, continuei em frente. Hoje sou uma pessoa muito mais feliz!

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